Órgão do Grupo Espírita Universalista de Curitiba – GEUC - Ano II - Número 5 - Curitiba, 21 de Junho de 2004.

 

EDITORIAL

É inverno. O ano 2004. Há um ano o informativo À Sombra do Ipê teve seu primeiro número divulgado na internet e na Casa Espírita do GEUC em Campo Magro, Paraná. Muitas matérias foram divulgadas, muitos tiveram por meio deste periódico o seu primeiro contato com a doutrina espírita. Este foi o caminho planejado para o primeiro ano de publicação, o que nos trouxe a certeza da continuidade e ampliação dos temas abordados. Se você tiver algum material de interesse para publicação envie para geuc@terra.com.br Sua contribuição será analisada e formatada para divulgação em nosso meio.

 

Alcoolismo 

Toda pessoa que bebe tem sempre um obsessor ao seu lado?

Não necessariamente, embora esta ocorrência seja a mais comum.
O alcoolismo, como todos os vícios, serve de ponto de atração para espíritos afins, ou seja, aqueles que possuem os mesmos vícios.
Assim, dependendo do grau do alcoolismo, que é além de um vício uma doença, dependendo da conduta moral da pessoa, dependendo da ação dos familiares, enfim, dependendo de uma série de circunstancias, que fazem de cada caso um caso diferente, o alcoolatra poderá estar acompanhado de espiritos que lhe
incentivem o vicio.

Disponível para empréstimo na biblioteca do GEUC, Este livro é o décimo livro da série "Andre Luiz", da psicografia de Chico Xavier. Nele o autor espiritual relata a situação das consciências culpadas, após a morte do corpo físico, nas regiões inferiores das esferas espirituais. Leitura emocionante. Reserve seu exemplar.

 

O ALCOOLISMO E O ESPIRITISMO

A doutrina Espírita assenta, sempre, os seus princípios em estudos e práticas racionais, fazendo com que os seus postulados estejam sempre par e passo com a ciência e os seus avanços.


É fato, no entanto, que muitos entusiasmados espíritas, movidos, seguramente, pela intenção de ajudar, de fazer o bem, extrapolam em suas avaliações e colocam todos os problemas do mundo sob o tacão de processos mediúnicos ou obsessivos. É claro que sei da interferência espiritual em nossas vidas, na dependência de nossa sintonia e ou vibração. No entanto, precisamos considerar que, na maioria das vezes, somos nós que atraímos o matiz moral da interferência espiritual.
O alcoolismo, como qualquer outro vício, tem o seu componente orgânico, em tendência genética, que poderá ser despertado ou não, de acordo com a interferência moral externa que o indivíduo sofra. Hoje já se sabe que esses vícios não são apenas um “problema moral”, resultante de fraqueza de caráter ou falta de força de vontade. Os sermões e outros métodos de tratamento, baseados na teoria da fraqueza moral caíram na ineficácia de seus efeitos, na tentativa de mudar o comportamento de viciados.
Hoje se ganha corpo o princípio de que o tratamento de viciados precisa passar pela psiquiatria e psicoterapias.


O Espiritismo não pode, sob pena de estar sendo inconseqüente e leviano, tratar simplesmente como um caso de obsessão. É fato, no entanto, que sempre encontraremos estabelecido um processo obsessivo atuando sobre um viciado, que pode não ter sido a causa do vício, mas há um coabitar de necessidades entre espíritos com os mesmos desejos – encarnado e desencarnados.
A terapêutica espírita séria propõe o tratamento contra a dependência física e psicológica, respaldado no acompanhamento espiritual.
O método dos Alcoólicos Anônimos, que foi iniciado em 1935, nos Estados Unidos, tem se revelado de grande eficiência, pois atuando como uma espécie de socioterapia, dividindo-se a reunião em atividades sociais e em discussões dos problemas depostos pelos viciados.
É bom esclarecer, outrossim, que não apenas o alcoólatra influi em sua família, esta também age no doente e na sua doença. Estudos indicam que as esposas dos alcoólatras têm fraquezas de personalidade, que as levam a escolher maridos fracos e dependentes. Segundo Mitchell, in “The Interrelatendness of Alcoholism and Marital Conflict os dois cônjuges são doentes e precisam buscar, ambos, tratamento para a enfermidade que se torna familiar. É possível que ao ler este artigo você possa estar se enquadrando entre aqueles que só bebem “socialmente”. No entanto, fique sabendo se você beber só uma vez no ano e perder o controle, embebedando-se, sinto informar: 

Você é alcoólatra.

TRABALHO E EVOLUÇÃO

 

     É conhecida uma estória de certo cidadão que, havendo partido desta vida, demorava-se na Erraticidade em absoluta e prolongada ociosidade, nada lhe sendo exigido que fizesse. Conta-se que tudo lhe sorria mas que, a certa altura dos acontecimentos, já implorava aos bons gênios que o retirassem daquele paraíso de contemplação, pois que se enfadara do ócio e da inutilidade. Só então soube que estava a rigor, mesmo nas estâncias do Inferno. A ociosidade era lhe o suplício...  

 

 

- Meti Pai trabalha cem cessar E Eu também trabalho." - terá dito o Mestre dos Mestres. E em "O Livro dos Espíritos" (questão 676) muito apropriadamente lemos: "Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância intelectual.”  

Se for verdade que Deus prove as necessidades vitais de todos os seres, consoante o estágio evolutivo, a partir dos mais ínfimos, ria série irracional, preservando-lhes a vida dentro da lei da conservação, executam-nos por sua vez tarefas de indeclinável importância no balanço ecológico, integrando-se na grande equação da vida planetária, por desígnio providencial. Se os lírios não tecem a sua túnica nem os pássaros aram ou ceifam, nem por isso se furta à grande Harmonia que atesta a presença de Deus tia Natureza. A, palavras de Jesus não são um endosso à inação ou à imprevidência como se fossemos esperar o maná do Céu, ante, tinia advertência à avidez e a insofreguidão de quer, não confia rias benção do trabalho.Trabalho é lei soberana em toda à parte. Através dele ,e equilibrara os Mundos. Espíritos soberanamente sábios, co-criadores divinos, regera a orquestra incessante tio infinito do, Espaço,. "- Meti Pai trabalha sem cessar. E Eu também trabalho"- Desçamos, roa entanto, da Paz das Estrela, ao no minguado plano terreno. Para mis, trabalho é toda a atividade produtiva material ou intelectual. Ocupação, esforço. Em física, a produção de movimento em um corpo por meio de unia força, a medir-se em quilogrâmetros o produto da intensidade dessa força pelo espaço percorrido.Os homens, como se sabe, passaram do nomadismo para o sedentarismo há já tantos séculos. Com isso ao, pouco, se institucionalizou a atividade laborativa com a divisão do trabalho por nível e especialização. Costuma-se reconhecer u trabalho material (dispêndio de energia física) e o intelectual ou mental. Ainda no primeiro diz-se braçal (força brita do organismo) e/ou mecânico, quando passamos a associar a máquina, a partir da piai, simples dela,, a alavanca. Ou colocamos ainda, a nosso serviço, a força bruta dos irracionais. Sob outro sentido, temos ainda a considerar: o trabalho escravo; o servil; e o assalariado.Muitos romances focalizam com ênfase o conceito que vigia antigamente com relação ao trabalho material. Para os patrícios romanos, por exemplo, constituía humilhação a contingência de ter que executar qualquer atividade laborativa.